sábado, 6 de maio de 2023

Caso recente de síndrome grave de microondas revela problemas com 5G

 

A doença recente de uma mulher destaca a questão de considerar apenas os efeitos térmicos da radiação de radiofrequência

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David Charbonneau

29 de abril de 2023


Depois que uma estação base 5G foi instalada a 60 metros de seu apartamento no segundo andar, uma mulher sueca de meia-idade, saudável, desenvolveu sintomas debilitantes correspondentes à síndrome de radiofrequência/microondas, pesquisadores da Environment and Cancer Research Foundation (ECRF) na Suécia informou  no mês passado.

Este foi o terceiro caso documentado pelos pesquisadores.

De acordo com seu estudo de caso, publicado em Annals of Clinical and Medical Case Reports, a tecnologia sem fio de quinta geração (5G) está sendo lançada em todo o mundo, “apesar de nenhuma pesquisa anterior sobre possíveis efeitos negativos na saúde humana e no meio ambiente”.

Como resultado, a exposição à radiação de micro-ondas modulada por pulso “aumentou dramaticamente em todo o mundo”. A radiação de micro-ondas é uma frequência na faixa de 300 megahertz a 300 gigahertz dentro do espectro de radiofrequência (RF). Em ambientes urbanos, as frequências usadas para 5G estão atualmente na faixa de 3,5 GHz.

Estudos sobre possíveis efeitos à saúde da exposição a frequências 5G eram quase inexistentes até recentemente. Em um estudo publicado em outubro de 2022 , os animais foram expostos à frequência 5G de 3,5 GHz por duas horas por dia, cinco dias por semana, durante um mês. 

A exposição causou estresse oxidativo e aumento de neurônios degenerados na região do hipocampo do cérebro, além de diminuição dos níveis de irisina , um hormônio correlacionado positivamente com a perda de peso e função cognitiva saudável.

No estudo de caso, a mulher desenvolveu rapidamente uma grande variedade de sintomas debilitantes após a instalação. Esses sintomas incluíam dor de cabeça; tonturas e problemas de equilíbrio; disfunção cognitiva, incluindo perda de memória, confusão e perda de foco; fadiga extrema; ansiedade; tosse; nariz sangrando; e distúrbios da função urinária e da pele, incluindo hematomas espontâneos e erupções cutâneas.

A antena 5G foi instalada no telhado de um prédio adjacente de três andares e projetada em direção ao apartamento dela no segundo andar. Anteriormente, havia uma antena de estação base 4G no mesmo local, mas foi somente depois que ela foi substituída pela antena 5G que a mulher rapidamente desenvolveu sintomas graves de síndrome de micro-ondas. A antena 4G foi removida logo após a implantação do 5G.

A mulher relatou que, quando se mudou para outro apartamento não perto de uma estação base 5G, seus sintomas foram resolvidos rapidamente, apenas para retornar 24 horas após seu retorno ao seu próprio apartamento.

O cachorro da mulher também apresentou sinais de problemas de saúde após a instalação do 5G. Alegadamente, o cão contraiu diarreia logo após a instalação da antena 5G. Isso desapareceu durante a retirada para o outro apartamento sem 5G, mas voltou quando eles voltaram para o apartamento dela.

Além disso, o cachorro estava relutante em entrar novamente no apartamento depois de ser levado para passear.

Os pesquisadores apontam que “o 5G emite pulsos repetitivos de radiação de micro-ondas” com picos de radiação exponencialmente maiores do que os das gerações anteriores, incluindo o 4G.

Os pesquisadores mediram microwatts por metro quadrado dentro de um pé da janela da sala da mulher ao longo de um minuto e encontraram picos significativos.

Alta radiação também foi encontrada no banheiro, mais alta na banheira, que ficava mais próxima da janela. Uma radiação de RF consideravelmente menor foi medida no quarto, que não estava diretamente na linha de transmissão da estação base.

Apesar de maximizar o medidor comercial (Safe and Sound, Pro II) usado pelos pesquisadores, o nível de exposição foi não térmico e bem abaixo das diretrizes recomendadas pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP).

 

Uma História de Distúrbios de Exposição

A doença de RF ou doença resultante da exposição a micro-ondas foi relatada pela primeira vez nas décadas de 1960 e 1970 em países da Europa Oriental. As pessoas geralmente sofriam sintomas relacionados à interrupção dos sistemas neural, cardiovascular e endócrino.

Investigações internacionais de trabalhadores expostos, incluindo militares dos EUA, mostraram que a exposição a micro-ondas em níveis não térmicos causava sintomas como fadiga, tontura, dor de cabeça, distúrbios do sono, ansiedade e problemas de atenção e memória.

Uma revisão de vários estudos em humanos e animais também concluiu que “uma variedade surpreendentemente ampla de reações neurológicas e fisiológicas é esperada” devido à exposição a níveis não térmicos de radiação de RF/microondas.

A condição tem sido chamada de síndrome da doença de radiofrequência ou síndrome de micro-ondas. Os efeitos não térmicos – efeitos não relacionados ao acúmulo de calor – dependem principalmente da modulação e/ou pulsação do sinal, bem como do pico e da intensidade média.

 

O problema com os padrões atuais de segurança de RF

Existem problemas significativos com a forma como os efeitos da radiação de RF na saúde são avaliados, de acordo com James Lin, professor emérito do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Illinois-Chicago.

Em  um artigo publicado na  Environmental Research em abril , Lin detalha como os limites de segurança para exposição à radiação de RF aplicados pela maioria dos países ao redor do mundo ainda se baseiam em calor agudo ou efeitos térmicos que aparecem em um curto período de tempo após a exposição, deixando de avaliar outros efeitos da exposição a longo prazo .

As diretrizes para valores de referência com base no aquecimento são definidas pelo ICNIRP , uma organização privada autonomeada com sede na Alemanha. O ICNIRP posicionou-se com o apoio da indústria para ser a autoridade internacional dominante na avaliação de evidências científicas dos efeitos negativos à saúde da radiação de RF.

“Suas diretrizes são baseadas em avaliações que rejeitaram todas as evidências científicas sobre efeitos não térmicos, apesar das crescentes evidências de uma série de efeitos nocivos bem abaixo dos níveis do ICNIRP. Essa avaliação não científica é do interesse da indústria, facilitando assim a implantação do 5G e da sociedade sem fio”, escreveram os pesquisadores do ECRF.

Em seu  recente artigo de Pesquisa Ambiental , Lin, um ex-membro de longa data do ICNIRP, concluiu: “Existem anormalidades substanciais nessas diretrizes e padrões de proteção à segurança da saúde. Alguns dos limites de segurança são irrelevantes, discutíveis e sem justificativa científica do ponto de vista da segurança e proteção da saúde pública”.

Em 2019, 258 cientistas de campo eletromagnético (EMF) de 58 países apelaram às Nações Unidas para impor uma moratória no lançamento do 5G até que os efeitos na saúde pudessem ser avaliados adequadamente.

No apelo, os cientistas disseram:

“As tecnologias de comunicação sem fio estão rapidamente se tornando parte integrante de todos os setores econômicos. Mas há um corpo crescente de evidências científicas de danos a pessoas, plantas, animais e micróbios causados ​​pela exposição a essas tecnologias.

“É nossa opinião que as consequências adversas para a saúde da exposição crônica e involuntária de pessoas a fontes de CEM não ionizantes estão sendo ignoradas por organizações de saúde nacionais e internacionais, apesar de nossas repetidas perguntas, bem como de muitos outros cientistas, médicos e especialistas preocupados. advogados.

“Isso constitui uma clara violação dos direitos humanos, conforme definido pelas Nações Unidas.”

David Charbonneau, Ph.D., é um jornalista freelance que também ensinou literatura e redação em nível universitário por 25 anos. Além do Epoch Times, seu trabalho apareceu no The Defender, Medium e outras plataformas online e impressas. Um firme defensor da liberdade médica, ele vive e trabalha em Pasadena, Califórnia.

Fonte: https://www.theepochtimes.com/health/recent-case-of-severe-microwave-syndrome-reveals-problems-with-5g_5221534.html?utm_source=top5noe&src_src=top5noe&utm_campaign=top5-2023-05-06-one&src_cmp=top5-2023-05-06-one&utm_medium=email&est=bUOE0ZCQNJf7LPjguYg%2Fj5vEEhze3AS9B1pp%2BillboKAspWiRSq6uITdFKfZt61vWV%2F4

terça-feira, 18 de abril de 2023

18 de Abril – Dia Mundial do Radioamadorismo


Todos os anos, no dia 18 de abril, radioamadores de todo o mundo comemoram o Dia Mundial do Radioamadorismo. Foi neste dia, em 1925, que a União Internacional de Radioamadores (IARU) foi criada em Paris. 

 
Os radioamadores foram os primeiros a descobrir que a faixa das ondas curtas, então considerada inútil, poderia ser utilizada para comunicação a nível mundial. Por isso, em meio à corrida que se iniciou para ocupar estes comprimentos de onda mais curtos, o radioamadorismo estava em sério perigo de ser deixado de lado. Cientes disso, radioamadores de todo o mundo se reuniram em Paris em 1925 e criaram a IARU para representar seus interesses e dar suporte ao radioamadorismo em todo o mundo. 
 
Dois anos depois, na Conferência Internacional de Radiotelegrafia, os radioamadores receberam as hoje bem conhecidas faixas de 160, 80, 40, 20 e 10 metros. Desde sua fundação, a IARU tem trabalhado incansavelmente para defender e expandir as faixas de freqüência para o radioamadorismo. Graças ao apoio das várias agências de telecomunicações em todas as partes do globo, os radioamadores agora são capazes de experimentar e se comunicar em bandas de frequência estrategicamente localizadas em todo o espectro de rádio. 
Dos 25 países que formaram a IARU em 1925, a IARU cresceu e hoje abriga 160 membros em três regiões. A região 1 da IARU inclui a Europa, a África, o Oriente Médio e o norte da Ásia. A região 2 abrange as Américas e a região 3 é composta pela Austrália, Nova Zelândia, nações insulares do Pacífico e a maior parte da Ásia. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) reconheceu a IARU como legítima representante dos interesses dos radioamadores. 

Viva o radioamadorismo!!!

Fonte: LABRE

sábado, 15 de abril de 2023

Entrevista na Rádio Educadora 810 AM sobre o 1º Encontro de Radioamadores de Viçosa

Áudio da transmissão de entrevista do radioamador Silmar Xavier PU4-SXB ao também radioamador Max Bráulio Gazola Pimentel PY4-MBG em programa na Rádio Educadora AM 810 KHz no dia 01/04/2023 comentando sobre o 1º Encontro de Radioamadores ocorrido naquela cidade nesta data.  








segunda-feira, 10 de abril de 2023

GROV será homenageado por Câmara Municipal de Viçosa

 O GROV (Grupo de Rádio Operadores de Viçosa e Região) será homenageado pela Câmara Municipal de Viçosa em solenidade que ocorrerá no dia 02 de maio de 2023 pela promoção de Encontro de Radioamadorismo no município ocorrido no dia 01/04/2023.



Parabéns ao Grupo pela iniciativa de promover o evento e à Câmara Muncipal de Viçosa pelo reconhecimento da importância do GROV para o muncípio e da valorização de eventos desta natureza!

quinta-feira, 16 de março de 2023

LABRE debate o sistema IVG

 


LABRE debate o sistema IVG

Na noite do dia 08/03/2023, a Diretoria da LABRE esteve reunida com representantes da rede Brasil Conectado para tratar de assuntos referentes à plataforma IVG, sigla para Internet Voice Gateway, que envolve a interconexão entre rádio e uma rede de voz via internet.

Estiveram presentes, pela LABRE, Marcone Cerqueira, PY6MV, Presidente do Conselho Diretor, Roberto Pereira, PT7YV, 1° Vice-Presidente, Eugênio Martinez, PY6MZ, Diretor Executivo, Edson Pereira, PY2SDR, Coordenador LABRE nas Escolas e AMSAT-BR, Fabio Poli, PY2LY, Coordenador de Redes Digitais, Fábio Bueno PY2FI, Assessor Técnico, Julio Marty Junior, PY2JMJ, Assessor Jurídico,  João Saad, PY1DPU, Assessor Técnico, e Alisson Cavalcanti, PR7GA, Assessor Comunicação, Redes Sociais e QTC. 

Representando a rede Brasil Conectado, estiveram presentes Erlon Ribeiro PY4CT, Luiz Carlos de Araújo PS8DMS, Márcio Bôto PT7YMB, Moacyr Neto PT7FK e Nelson Filho PS8NF.

Na parte introdutória, foi apresentada a infraestrutura utilizada na rede, a qual se utiliza de um aplicativo e de uma rede privada de uma empresa norte-americana, a Zello Inc., para conectar links em simplex via rádio e repetidoras espalhados em várias cidades do país, onde o tráfego de voz é feito via internet. 

Na pauta da reunião, foi tratado o tema do licenciamento das repetidoras “invertidas”, ou seja, aquelas cujo par de frequências de entrada e de saída se encontram trocadas entre si.

A LABRE defendeu a posição de que o licenciamento destas estações, que são usadas na rede em questão como forma de conectar repetidoras convencionais preexistentes à internet, é flagrantemente irregular, posto que está em desacordo com a legislação brasileira, em específico os Artigos B1.12, B2.9, B2.10 e o Anexo “C” do Ato nº 9106, de 22 de novembro de 2018, onde são claramente definidas as frequências utilizadas para entrada e saída das estações repetidoras, bem como o Plano de Bandas da IARU-R2, adotado pelos países das américas.

Além disso, a operação das citadas repetidoras invertidas é potencialmente danosa ao Serviço de Radioamador e ao uso racional do espectro. Pelo fato das frequências de saída e entrada destas repetidoras estarem em desacordo com o Ato 9106, isto impede que a ANATEL identifique outras repetidoras convencionais próximas às quais a repetidora “invertida” poderia causar interferências, podendo até inviabilizar totalmente a sua operação.

A questão foi debatida e, ao final da reunião, os representantes da rede Brasil Conectado se comprometeram a encerrar totalmente a operação por meio destas licenças irregulares, inclusive solicitando seu cancelamento junto à ANATEL. Os representantes da rede Brasil Conectado se comprometeram também com a instalação de equipamentos de conexão à internet diretamente nos equipamentos das repetidoras convencionais as quais queiram integrar à sua rede. Complementarmente, os representantes também solicitaram ao Presidente da LABRE-CE a alteração da repetidora de Fortaleza PT7LAB para tipo 5, buscando assim a regularização da sua utilização, e o mesmo se comprometeu a fazê-lo, tão logo a rede Brasil Conectado esteja de acordo com as normas vigentes, anteriormente citadas.

Na reunião, o Presidente Marcone fez questão de afirmar o total interesse da LABRE em ações radioamadorísticas que tragam uma maior integração dos radioamadores brasileiros, como também explicitou não haver qualquer tipo de animosidades ou resistência ao trabalho realizado pela rede Brasil Conectado ou qualquer outra IVG, mas fez questão de deixar claro também a posição da LABRE, como única entidade nacional representativa dos radioamadores reconhecida formalmente no país, de defensora da legislação que nos rege, parceira da ANATEL, IARU e demais órgão internacionais, mantendo a obrigação de zelar pelo bom uso do espectro e pelo cumprimento das normas e legislação em vigor.

Marcone também afirmou: “O nosso papel enquanto entidade representativa dos serviços de radioamadorismos é promover a união, a parceria, o bem estar e o respeito em nossas comunicações e relacionamentos. Contem conosco sempre que precisarem, mas lembrem que estaremos sempre em defesa da Lei e jamais pactuaremos com atuações fora da legislação em vigor.”

Fonte: https://www.labre.org.br/labre-debate-o-sistema-ivg/